Abertura

Deus estabeleceu o relacionamento entre homem e mulher como uma maneira de ajudar a preservar e enaltecer o relacionamento de ambos com Ele e com cada um.

Todo relacionamento é construído sobre a confiança.
Confiança é a ponte sobre a qual o significado de troca faz sentido.
Quanto mais forte for a ponte, mais peso pode passar por ela.

Você pode ter amor, e você pode ter perdão, mas se você não tem confiança, então terá um relacionamento superficial.

Quando o homem e a mulher estavam nus, isso é mais do que estar sem roupas. Eles confiavam o bastante um no outro para serem abertos e transparentes entre si. Todos nós fomos criados para ser assim, completamente livres e abertos um com os outros, sem nada para ser escondido.
Esse é o objetivo do casamento, duas pessoas que são completamente abertas e livres uma com a outra.
Que o homem e a mulher estavam nus e “não se envergonhavam” explica que eles eram capazes de serem transparentes e confiantes entre si.

Vergonha é uma das forças mais destrutivas no relacionamento porque é a causa de escondermos tudo um do outro.
Relacionamentos que começam e se mantém distante da vergonha tendem a se tornar mais fortes e completos. Então, o verdadeiro amor sempre se dedicará a purificar primeiro, e não a recompensar imediatamente. A vergonha destrói relacionamento entre nós e Deus, nós mesmos, e com os outros.
Vergonha é o resultado do pecado. Ela é causada pelas coisas que fazemos que sabemos que são erradas. Quando pecamos, nos dá vontade de esconder nossos pecados. O Pecado começa a matar a livre expressão do nosso coração, que distorce nossa personalidade e nosso potencial.

Deus nos criou para sermos criaturas sociais, que precisam de amizade com Ele com os outros. A vergonha nos esconde um do outro, e também resulta naquilo que por primeiro Deus disse que não é bom: solidão. O pecado não vale a pena, pelo preço que ele exige.

Como na tragédia de Adão e Eva, muitos precisam experimentar as conseqüências do pecado antes de acreditar nele. De qualquer maneira, se nós vamos escolher fazer o que é certo, determinando que não vamos fazer coisas que tenhamos vontade de esconder, então nós começaremos a experimentar uma grande liberdade que jamais experimentamos. Nós também começaremos a ver uma mudança maravilhosa em nosso relacionamento. Vergonha deveria ser um alerta vermelho para nos avisar de algo que estamos fazendo com errado, como lemos em I João 1:6-7

I João 1:6-7
6 – Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade.
7 – Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.

Como é sabido, a palavra grega para comunhão é koinonia. Essa palavra vai além de uma amizade casual. É uma união profunda. A Palavra “purifica” significa mais do que remover as conseqüências dos nossos pecados, mas também remover a vergonha. A comunhão restaurada que deveríamos ter em Cristo deve remover a vergonha que entrou com a queda do homem. Isso nos permite sermos sinceros e doces com os outros. Se andamos na luz Como o SENHOR é luz nós teremos uma comunhão tão profunda e tão real com Ele e com o Seu povo, que não haverá nada a esconder um do outro.
Se dizemos que já temos essa comunhão, mas ainda temos coisas que não podemos trazer à luz, nós estamos mentindo ( veja João 1:6). Se nós temos alguma coisa em nossas vidas que temos medo de ser descoberto, então deveríamos nos livrar delas.

Tudo aquilo que temos medo de trazer À luz é mal, porque só pode sobreviver na escuridão. Por isso mesmo deveríamos nos abster de relacionamentos secretos, clubes secretos ou organizações secretas. Nisso não há luz, mas contém, obviamente, escuridão, senão não seriam secretas.
É claro que em caso de perseguição pode-se abrir uma exceção a isso, assim como há lugares em que os cristãos tem que se reunir em segredo para preservar sua segurança. De qualquer maneira, há uma grande diferença em sociedades que são secretas entre aquelas que são forçadas a serem secretas por causa de perseguição.

Nós deveríamos inspirar tanta confiança e verdade que as pessoas deveriam se sentir a vontade para se abrirem conosco. Algumas vezes o amor requer discrição, e o “amor cobre multidão de pecados” (I Pedro 4:8). Sobretudo, como lemos em I João 2:28 “E agora, ó filhinhos, permanecei nEle; para que, quando Ele for manifesto, tenhamos confiança e não sejamos envergonhados para longe dEle, na Sua vinda;”

Rick Joyner
Texto Original:
http://www.morningstarministries.org/resources/daily-devotional/2006/day-25-openness

Tradução: Victor Souza